Por Miguel Sarkis
Quando uma corrida não é concluída como esperado, pode ter havido para isso a contribuição de um treinador, de um planejamento preestabelecido por algum site ou revista e a insistência da pessoa que treina.
No mais, a percepção do mundo que cerca os indivíduos, certamente, amadurece o bom e o mau resultado, já que o estado de atenção para com o mundo pode determinar os resultados de vida dos cidadãos.
Sono: número um em valores para o indivíduo; acordar no mesmo horário todos os dias é um hábito necessário e deveria ser natural.
Alimentação e horário: alimentar-se nos mesmos horários é um costume tão fundamental quanto o de treinar e dormir, porém, ainda esbarra-se na falta de disciplina coerente, o que coloca as regras na condição de rival. Isso se dá quando o corredor não possui essa regra ativa.
São necessários aliados, pois, se o treino desgasta e fere, o alimento recobra e repõe as perdas. Muitas vezes, os horários não são vistos como aliados (muitos são os executivos que não saem de suas escrivaninhas antes de terem terminado as tarefas que desejam ter resolvidas). O grande problema é que muitas tarefas estarão ainda aqui na terra quando um dia retornarem na condição de reencarnação, então, é melhor começar a gozar dos seus direitos de fome, sono, prazer e percepção.
Regularidade de mensagens de treinos: treinamento no mesmo horário define as regras para uma das teorias do treinamento desportivo que é conhecida como “Lei da especificidade”.
Para um sono regenerador existem algumas regras rigorosas, até mesmo por que os seres humanos podem ser treinados para o bem e para o mal-estar. Ser treinado para o bem, pode-se dizer, é se acostumar a deitar todos os dias no mesmo horário. Quando se adquire esse hábito, treina-se a mente e o corpo para relaxarem naquele momento para a assimilação das cargas ou, nesse caso, dormir e recuperar o dia cansativo de treinos, em combinação harmoniosa com a vida cotidiana e de trabalho.
Algumas regras engraçadas podem ser assimiladas para descansar em paz – e depois acordar, é claro.
No meu caso, como acordo às 4h, a regra que utilizo é: despertar com o som dos pássaros que cantam nesse horário. O sabiá, pelo menos aqui em São Paulo, acorda em torno de 3h30 e 4h, que é quando a minha percepção envia mensagens ao mundo dos sonhos e me acorda, sutilmente.
Quando perco a hora, e diga-se “um a zero para a natureza” (o corpo estava muito cansado), então, os pássaros são outros, entre 5h e 5h30, é possível ouvir o joão-de-barro e o bem-te-vi. A partir de 6h e 6h30, os pássaros se misturam na algazarra de maritacas, papagaios e demais bicos curvos, que não se esforçam para deixar ninguém dormindo.
Percepções são sensibilidades do ser interior. Aliando corpo e natureza é possível ter uma percepção melhor e harmoniosa do dia a dia. Tente experimentar essas sensações e verá que poucas vezes perderá o horário e quase sempre terá o bem-estar ao seu favor.
Como as percepções do sono, você pode desenvolver uma percepção para o ato de se alimentar. Ao parar para se alimentar, a sensação que deve ter é a de prazer e de saciedade.
Tenha com você nesse momento pessoas com quem gosta de trocar assuntos pertinentes ao conhecimento geral da vida e entenda o alimento como necessário para repor seus nutrientes. O prazer pelo momento justifica a absorção mais adequada dos nutrientes e repõe os desgastes dos treinamentos.
Gostar de treinar é produto do equilíbrio e da determinação. Pessoas equilibradas não veem os problemas como razões para não treinar. Então, o que está esperando?
Faça uma análise de seus objetivos, de suas horas de sono, de seus horários e das formas de se alimentar e, depois, veja se há problemas em treinar no frio, na chuva, no sol, na neve ou em qualquer outra circunstância de vida que possa ser usada como justificativa para desistir de treinar.
Fonte: www.ativo.com